É Carnaval e muita gente está aproveitando essa festa pra colocar as suas feras pra fora, é, tem gente que se revela mesmo durante a comemoração. Esse povo enfrenta até chuva para poder se divertir, dançar, encher a cara e tudo o mais. E no final o Carnaval rende comentários para o ano inteiro e as pessoas ficam a sonhar com o próximo ano. Mas, nem todo mundo curte uma muvuca. E mesmo sendo a minoria darei uma atenção especial a ela, até porque estou em casa curtindo o friozinho embaixo da coberta e, sinceramente, pouco do que qualquer um fizer ou disser vai me tirar daqui. E o que andei fazendo além de colocar o sono em dia? Bom, aproveitando esse clima maravilhoso que faz lembrar começo de inverno... assistir filmes é uma ótima opção! E como estou hiper atrasada com os meus filmes, começarei assistindo a lista vencedora dos Oscares e também aos filmes "vencedores" do Framboesa de Ouro, pra quem não sabe esse prêmio vai para os piores filmes do ano. Comecei com 'Cisne Negro' - com a melhor atriz e 'Sex and The city 2' - um dos vencedores de pior filme, elenco e etc.

Eu sou daquelas que não vê problema algum em admitir que ama um filme ou livro bem mulherzinha, como dia minha madrinha... Água com Açúcar mesmo. Adoro dramas femininos com uma pitada de humor. Mas, é com pesar que digo que "Sex And the City 2" mereceu com certeza o prêmio Framboesa de Ouro. O filme é uma completa viagem, as cenas não parecem se encaixar muito bem. E convenhamos... 4 amigas riquíssimas ganharem uma viagem para os Emirados Árabes pra testarem um hotel 5 estrelas, pelo menos esse é o trabalho de uma delas, é muito pra cabeça. A coisa começa mesmo em "the city", mas o ápice é o deserto. Lógico que homens atraentes também não faltam na trama, mas não são o focos de todas as amigas. Agora vendo um lado positivo da trama... Os diálogos são bons, e a crítica ao casamento e a fuga de sua rotina é ótima! Até mesmo para mulheres super poderosas o tédio é um inimigo constante em suas vidas, nessa hora a gente se deixa levar pelo filme, pois mostra um lado humano das personagens que criam filhos, cuidam de suas carreiras e tentam escapar de noites deitadas na cama assistindo televisão. Tá, chega! Uma última coisinha... O filme ganha muitos pontos com as roupas maravilhosas que ora aparecem.

Digamos que Natalie Portman mereceu muito o Oscar de melhor atriz, ela teve uma atuação exuberante do começo ao fim, dava pra sentir a essência e drama do filme só de olhar seu rosto! Tá, eu não sou entendida de cinema, mas como público eu tenho o direito de dizer quando alguém é bom ou não quando me emociono ou não, e no caso de Natalie como 'Nina' digo que houve momentos em que não conseguia olhar pra tela de tão intensa que a moça era. Acredito que a maioria já saiba um pouco da história, que não é uma trama sobre balé, daquelas em que há uma competição entre companhias e uma está afundando e precisa dar o melhor de si pra ganhar o prêmio e salvar a companhia. O filme fala sobre a busca insensata da perfeição, uma obsessão que se revela em todos os personagens da trama, mas Nina, uma bailarina super competente que consegue o papel principal de Cisne Negro, perde a cabeça e acaba se entregando à loucura. A garota tinha tudo pra ser o Cisne Branco, toda a ingenuidade e delicadeza, mas faltava muito pra ela chegar até o Cisne Negro, e sua colega Lily tem todas as qualidades deste, é sexy, confiante e possui personalidade marcante. A garota quer o papel de Nina e apela pra uma aproximação, o que faz revelar o lado obscuro da moça doce até o momento. Com o passar do filme queremos ver mais e mais desse lado negro de Nina, queremos vê-la sensual e dona de si. Pessoalmente, esperava mais do filme, quando assisti deu até uma certa decepção, mas quando a gente vai pensando sobre toda a analogia que existe na trama... percebe que o filme é fantástico!
Adorei essa de pagar de crítica de cinema! Como já disse anteriormente... Não importa o quanto se saiba da técnica ou nomes do cinema, o que mais interessa pra indústria cinematográfica é quanto se arrecada com a bilheteria, e quem dá esse número somos nós pobres e mortais humanos, ou seja, a opinião do leigo é tão importante quanto a do profissional. Sem o público nenhuma arte existe.