A primeira ideia de roupa que tive foi inspirada nos elfos, o que era a única coisa que tinha guardado na memória sobre o filme. Fizemos os desenho - um amigo e eu, baseados nisso. Aí ficou aquele clichê, porém lindo: Mangas gigantes, florais e aquela delicadeza quase angelical deste grupo de personagens. Mas, ao assistir a trilogia novamente, acabei até começando a gostar mesmo da história, vi que grande parte da história era feita de perseguição e lutas. Muita armadura, bicho estranho e morte. Cores? Preto e vermelho. Mas, duas cores apenas? Tipo Flamengo. Não, não e não. Precisava de uma cor que desse um tom de ameaça, nem paz e nem guerra, achei o cinza ideal. E foram essas as três cores escolhidas, e que foram as únicas coisas certas do começo ao fim. Vamos às imagens que me fizeram meditar por horas.
Essa coroa élfica me fez perder horas de sono, achava linda, mas um pouco complicada de fazer. Optei em primeiro instante em colocar no croqui qualquer uma, só pra não esquecer que tinha que haver alguma coisa no cabelo. Mas, continuei sonhando com essa da foto.
Elfos outra vezes... Achava essa gola um luxo, e também o floral ou sei lá o quê que estampa a roupa, então decidi que iria ter essa estampagem.
E como seria a parte de baixo? Já estavam decididas as cores, a gola, a estampa, mangas... E como queria representar a guerra, resolvi me inspirar no lado mau da força. Instantâneamente me veio o cenário. E as duas torres me fizeram ter a ideia de uma saia cheia de pontas e armada. Infelizmente, nenhuma costureira topou o desafio. Tá, admito que ficou difícil, mas, enfim, não acho impossível ainda.
Aí, vamos lá refazer o desenho da saia, já que não ia haver costureira e a tarefa sobrou pra mim, uma pessoa que só sabe dar pontinhos na mão, necessitava de um material fácil de trabalhar e de preferência barato, foi aí que lembrei do tule! Que sempre deixava vestidos armados e que também podiam ser usados como parte principal de uma roupa. E lá fui eu redesenhar a saia e a inspiração foi a imagem acima, sombras que se espalham no ar, formando vultos e tal. Achei que o tule ia dar conta do recado. Tá, precisei de uns 20 metros do tecido, mas como vocês verão logo, o resultado ficou interessante.Resumindo: queria um modelo que representasse guerra e tivesse ainda um toque delicado. E vamos aos desenhos.

O primeiro esboço, apenas com a parte de cima "determinada". (Desenho por Maycon)
O segundo com uma tentativa de continuação, o professor perguntou se isso era o Pequeno Príncipe e desisti da ideia. Eu aceito/levo em consideração a opinião dos outros, ok?
Costas do último modelo e do penúltimo, desculpa ter tirado foto dos dois juntos, estragou o caminho evolutivo. Enfim, reparei no uso da estampa, tentativa de associar ítens de guerra, como capa e "ombreiras" - sei lá o que seria isso - com espinhos. Haveria uma abertura nas costas e tachas iriam contornar esse decote.
A parte da frente... Achei um arraso! Abertura sexy na perna que dava vista pra meias calças sobrepostas em vermelho e preto - tá sem cor porque odeio pintar. A parte de cima faríamos com fibra de vidro, aquele material que se faz orelhão, sabem? Aquilo são várias camadas de uma trama de vidro, usaríamos apenas uma e íamos pintar de prata. Tipo armadura mesmo. Desistimos, muito trabalho e pouco tempo. Tá, era o primeiro semestre de aula, mas o tempo passa rápido, posha. Do lado direito a nossa primeira coroa, definitiva, eu digo, está junto com um desenho antigo, mas ela foi feita no mês passado, muito em cima da hora pra fazer.
E o desenho que agradou a muitos, mas nenhuma costureira aceitou fazê-lo. Tá, essa saia exigia tempo e paciência. Mas, ninguém sentiu pena e, como já disse, a costureira, marceneiros, metalúrgicos e açougueiros da Lady Gaga estavam fora de alcance.
O que aconteceu? CHOREI e chorei muito. Pensei em não participar mais do desfile. Até que decidi que eu mesma ia fazer a saia, como já disse, de tule. Isto está complicado de explicar, mas é que o processo criativo é realmente extenso e cheio de detalhes. A blusa meu amigo ia encontrar alguém que fizesse, mas não achou. Fiquei com essa parte também. Refiz croquis, não tirei foto ainda, e fui à luta. Não existia tules cinza, comprei tinta e tingi, duas semanas tingindo, porque esse tecido não pega tinta, mas, não desisti. A cor que encontrei em cinza direto era 'cinza lunar'. Foi esse mesmo. A parte de cima achei num brechó. Era um vestido preto que intalou na minha amiga, comprei, tiramos o zíper - acabamento na costureira dessa vez, impossível ela se recusar a cortar e passar na máquina um pedacinho de pano. E fizemos um sistema de amarras. Ficou lindo, até quiseram comprar. Mas, ainda não estava feito. Tinha que ter capa, correntes e etc. Inventei uma capa e apliquei correntes de um colar velho. Estava feita a blusa. A saia foi quase toda manual, apenas o elástico foi colocado na máquina... cortes, pregas e tudo mais na mão mesmo. A coroa meu amigo fez, ajudei segurando, mas ela desmontou toda... Minha modelo arrumou pra mim. Até pra ela sobrou. E tenho muito mais a falar, mas é melhor mostrar de uma vez.
Costas... Capa em "U" de cetim com correntes.

Na passarela. Roubei essas fotos, ok? Não estava num lugar muito bom.

Em um outro post coloco fotos de todas as roupas e seus filmes para identificar. Infelizmente, não ganhei o concurso, mas fiquei orgulhosa do resultado. Coloquei muita paixão nisso... Ah, outra hora mostro cabelo + maquiagem. Ficaram muito bons.
Um beijo e desculpe o longo post.








































